Falar de cultura significa; me energizar. Definir cultura, em minha opinião, é muito complexo, pois ela é tudo aquilo que existe, pode ser concreta ou abstrata, ela nasce e morre todos os dias, pois os costumes, o modo de agir e pensar forma uma união de atividades por um determinado povo.
A cultura é a maneira pela a qual as pessoas podem se sentir mais humanos. Criando entre si, práticas que promovem a existência e convivência social, econômica, política, religiosa, intelectual e artística.
Ela, de forma geral, é mundial, em características, mas não nas especificidades, variando de lugar para lugar. É riquíssima em seus diferentes aspectos, desde a culinária até a religião, por exemplo, pois a mesma também é uma herança dada por povos que nos antecederam, definir seu conceito pode ser simples ou não, depende do entendimento de cada um, sei que sua pluralidade de adjetivos é monstruosa.
A diversidade cultura também pode chocar um costume com o outro, ou seja, um povo pode trazer uma bagagem cultural de uma determinada comunidade e, assim, formar um costume diferente do que ali já existe, um reboliço, que também é saudável e alimenta a grade das expressões culturais, seja na música, na religião, na roupa que vestimos e até no modo de falar.
Faço parte de uma cultura tida como “gringa”, o Hip Hop. Ela é o ar que eu respiro, é uma manifestação cultural que vivo e prático. Advinda cultura de outros países e se adequou muito bem no Brasil.
A conheci em 1994 e de lá para cá desenvolvi algo que já existia dentro de mim, pois adoro grafitar, cantar rap e dançar, não tenho intimidade com as “picapes”, mas admiro também o DJ, estruturando assim os quatro elementos do Hip Hop, esta cultura linda que me educou e me ajudou em minha formação. Sou a favor que o hip hop não se limite só aos seus quatro elementos, e sim em cinco, seis etc. Acredito que a preservação é necessária, mais a mistura é a essência do desenvolvimento e isso promove o conhecimento.
Não podemos nos reservar ou nos esconder dessa realidade, pois devemos nos educar culturalmente, sabendo que as gerações que vem depois de nós, dependem do que acontece agora.
Dessa forma, além de preservarmos as culturas existentes, estaremos promovendo sua valorização, mas isso só irá acontecer com mais investimento na educação e na promoção cultural, que para mim, é um dos principais caminhos para uma sociedade melhor, mais humana e solidária, Educação e Cultura são dos elos indissociáveis.
Por: Gerlan Mello - CUFA Peixoto