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Cesta básica sobe 23% e já custa quase a metade do mínimo

Publicado dia 03/02/2016 às 08h15min | Atualizado dia 15/02/2016 às 07h17min

Foi o maior reajuste parcial dos últimos 12 meses.

As compras de supermercado ficaram mais caras no primeiro no começo deste ano. A cesta básica sofreu reajuste de 23% em janeiro se comparada com a igual mês de 2015 e custa em média R$ 427,90. Foi o maior reajuste parcial dos últimos 12 meses. O salário mínimo neste ano está em R$ 880.

Em dezembro, a cesta tivera correção de 21% - chegando a R$ 391,30-, em relação a dezembro de 2014, fechando o ano de 2015 com a maior alta, também considerando o intervalo de 12 meses.

No mês passado, entretanto, passou um patamar mais alto, com subida de 9% nos preços se forem confrontados com o último mês de 2015. Os números são do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Aplicada) publicados na segunda, 1º.

“Neste mês comprei menos coisas do que tinha comprado em janeiro, mas os valores das contas ficaram bem próximos um do outro”, diz a dona de casa Ana Lúcia da Silva, 33.

Conforme balanço do Imea, o tomate foi o item que mais pesou no preço da cesta básica. O quilo teve reajuste de 63% em relação a janeiro do ano passado e 44% em relação a dezembro. 

O preço médio hoje do varejo está em R$ 77,7. O açúcar aparece logo em seguida com altas de 38% e 13% nas mesmas comparações. Um pacote de 2 kg é vendido na faixa de R$ 6,2.

Outro alimento que teve reajuste na casa dos 30% foi feijão. O quilo está hoje ao preço de R$ 24,10. Foi o terceiro alimento com a maior alta.

O pão francês e a banana tiveram o mesmo reajuste, 25%. O quilo do pãozinho está na faixa de R$ 57,40 e a banana, R$ 19,40.

 Ainda dentro da faixa dos 20% de alta aparecem o arroz (22%) e o óleo (28%).
O gestor técnico do Imea, Ângelo Ozelame, disse que alta expressiva registrada em janeiro foi devido a encargos de transporte de alimentos comprados em outros Estados, além de impostos sobre os próprios alimentos.

 “Há a questão do clima afetou diretamente os preços do tomate e batata, mas também houve aumento do diesel que recai no transporte, e dos impostos que deixaram mais caros o arroz e o feijão, por exemplo”.

A carne bovina que ao longo de todo o ano passado teve altas mensais, manteve a média de reajuste na casa dos 12%. O preço médio do quilo está hoje, em Cuiabá, em torno de R$ 21,30.


Fonte Folha do Estado


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