Nota pública do SINDIFLORA referente à queima de viaturas do Ibama em MT

Publicado dia 08/11/2017 às 17h11min

Afirmamos veementemente que o ocorrido nada tem a ver com os empresários da base florestal que trabalham dentro da legalidade, exercendo a atividade de colheita de madeira por meio do Plano de Manejo Florestal Sustentável.

O Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Base Florestal do Estado de Mato Grosso (Sindiflora), filiado ao Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), em nome de todo o setor de base florestal do segmento de madeira nativa, vem a público se manifestar sobre o fato ocorrido na tarde da última terça-feira (07.11) no distrito de Guariba, município de Colniza, onde uma viatura de fiscalização do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi incendiada.

Afirmamos veementemente que o ocorrido nada tem a ver com os empresários da base florestal que trabalham dentro da legalidade, exercendo a atividade de colheita de madeira por meio do Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS). O Cipem não compactua com nenhum tipo e violência e reforçamos que este não é o perfil de atuação dos empresários sérios que representamos.

Da mesma maneira, deixamos claro que não concordamos com ações truculentas e “saídas fáceis” para resolução de conflitos, como queima de veículos, destruição de equipamentos e bloqueio de todas as empresas da região. Essa é, de acordo com o nosso entendimento, a pior maneira de conduzir as situações, pois os empresários honestos ficarão prejudicados e com suas atividades suspensas, enquanto os desonestos encontrarão outras formas de burlar o bloqueio, como bem fazem os que atuam na ilegalidade.

Não é nossa intenção, de forma alguma, defender ilícitos. Só consideramos o fato de que situações como essa surgem a partir do esgotamento da população diante das recorrentes cenas de destruição presenciadas, das ações truculentas praticadas por parte das equipes do Ibama e das consequências socioeconômicas negativas que estas geram para a população da região.

A história está cheia de exemplos que nos mostram que o uso de força excessiva, gera sempre mais conflitos e retaliações, o que não é bom para ninguém. O sentimento de todos é que se as operações do Ibama fossem executadas respeitando os empresários, os trabalhadores e a população local, nada disso aconteceria. 

O Cipem sempre se colocou ao lado dos órgãos ambientais e de fiscalização, apoiando ações que ajudem a dar legitimidade para os empresários que representamos, que atuam totalmente dentro da legalidade. Sempre defendemos que quem promove desmate ilegal, deve ser identificado e punido, mas não podemos concordar com ações que acabam penalizando os empresários sérios, que manejam a floresta de forma responsável.

Somos um setor organizado, formado por pessoas que dedicaram todas as suas vidas e de suas famílias para o segmento florestal da madeira nativa, buscando sempre as boas práticas de produção sustentável. O setor florestal gera milhares de empregos e é a base da economia de muitos municípios não somente em Mato Grosso, mas, de diversos estados. Em situações como essa, as “saídas fáceis” impactam diretamente na qualidade de vida de toda a região.

Por todo o exposto, queremos chamar atenção das autoridades e da sociedade em geral para a necessidade e urgência de um diálogo para buscar um entendimento e revisar a legislação que versa sobre as ações de fiscalização e destruição de bens por parte do Ibama. Acreditamos que se esta forma de ação não for modificada, os problemas persistirão e tendem se agravar.

Como dito anteriormente, o Cipem não compactua com nenhum tipo de ação violenta e está sempre à disposição para debater e construir soluções.


Fonte SINDIFLORA


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