Viagra feminino pode chegar ao mercado

Publicado dia 08/06/2015 às 12h16min

O “viagra feminino”, deve ser aprovado se forem tomadas medidas para lidar com os efeitos colaterais segundo os especialistas.

Um painel consultivo do Food and Drug Administration (FDA), órgão que regula os medicamentos nos Estados Unidos, aprovou por 18 votos contra 6, nesta semana, o apoio a uma droga que ajudaria a aumentar a libido em mulheres que não têm desejo sexual.

De acordo com informações do jornal New York Times, a flibanserin, conhecida como o “viagra feminino”, deve ser aprovado se forem tomadas medidas para lidar com os efeitos colaterais segundo os especialistas. O FDA costuma usar as decisões de painéis desse tipo como recomendação. A aprovação do medicamento ainda será decidida.

Até este painel, a droga, da Sprout Pharmaceuticais vinha sendo rejeitada pela FDA por conta de efeitos colaterais como náuseas, sonolência e, em casos raros, pressão arterial baixa e desmaios. O medicamento é destinado a mulheres com baixo desejo sexual, especificamente com Transtorno de Desejo Sexual Hipoativo (HSDD, na sigla em inglês). Além disso, muitos defensores da aprovação da droga têm argumentado que estas mulheres não têm remédio para tratar a disfunção sexual, enquanto os homens têm vários.

Viagra feminino

A empresa farmacêutica Spourt Pharmaceuticals e grupos de direitos das mulheres dos Estados Unidos estão pressionando agência reguladora Food and Drugs Administration a aprovar uma pílula que ajuda as mulheres a recuperarem a libido. A agência está sendo acusada de preconceito de gênero, pois há 25 remédios do tipo aprovados para homens e nenhum para o sexo feminino.

“As mulheres já esperaram demais. Em 2015, a igualdade de gênero deve ser o padrão quando se trata de acesso a tratamentos para a disfunção sexual”, diz a petição online, que se chama “Iguale o Placar” e tem 40 mil assinaturas.

A nova droga, flibanserin, foi negada duas vezes pela FDA sob o argumento de ter efetividade modesta e efeitos colaterais fortes, como sonolência, tontura e náusea. A primeira rejeição, em 2010, foi seguida da oposição de um comitê de consultores externos à aprovação.

Na próxima semana, a agência que já considerou a opção de liberar o flibanserin, vai decidor quando ela chegará ao mercado. 


Fonte Folha do Estado


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