Queimadas Criminosas são registradas na região do Iriri em Matupá

Publicado dia 11/09/2017 às 17h14min

Fazendeiros, Sitiantes e Assentados devem denunciar crime ambiental junto ao Escritório Regional da SEMA de Guarantã do Norte.

A região das Glebas São José União, Padovani, Iriri e da Aldeia Indígena Panarás no município de Matupá está sendo fortemente castigada pelas queimadas registradas neste mês de setembro. Pelas informações colhidas junto aos fazendeiros, sitiantes e assentados, existem indícios de que a mesma tenha sido feita de forma proposital e criminosa.

Uma comissão de proprietários deverá formalizar denúncia junto ao Escritório Regional da SEMA-MT em Guarantã do Norte para que notifique e penalize o autor do crime ambiental que tem resultado em grandes prejuízos, tais como: a destruição de cercas, pastagens, morte de gado e de inúmeras espécies da fauna e flora amazônica, podendo inclusive chegar aos armazéns, silos e barracões.

Com clima seco o fogo tem se alastrado rapidamente devastando matas e causando graves impactos ambientais, além de promover a eliminação dos nutrientes do solo uma vez que o fogo torna a terra fraca e praticamente improdutiva. O ato criminoso da queimada agrava o efeito estufa e conseqüentemente o aquecimento global.  

Uma verdadeira força tarefa providenciada através da união de forças dos fazendeiros trabalha para tentar controlar e minimizar o problema utilizando tratores para ampliação dos aceiros com intuito de impedir que o vento leve o fogo a diante, porém os prejuízos e danos até o momento são significativos e incalculáveis.  

A população percebeu o aumento do volume de fumaça atribuída a essas queimadas criminosas que tem comprometido a qualidade do ar, e conseqüentemente, a saúde humana, provocando vários tipos de doenças, principalmente respiratórias.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente poderá realizar comparativos de imagens de satélite em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e do IBAMA para detectar de onde surgiu o foco de incêndio, bem como, colher testemunhos dos proprietários de imóveis rurais lesados pela ação, formalizar a denúncia e determinar as punições cabíveis.  

“Não podemos nos calar diante disso. Já são cinco anos que essa mesma pessoa realiza queimada ilegal em sua propriedade e todos nós ficamos no prejuízo, inclusive com a possibilidade de sermos multados pelos órgãos fiscalizadores e ambientais devido ao alastramento do fogo até a nossa propriedade. Tomaremos esta atitude de denunciar para que isso não ocorra mais”, confidenciou um fazendeiro da região.

Quem for pego ateando fogo está sujeito a multas e pode até ser preso quando pego em flagrante. Para quem desrespeitar a proibição, o crime possui pena de seis meses a quatro anos de prisão, com autuações que podem variar entre R$ 7,5 mil e R$ 1 mil (pastagem e agricultura) por hectare.


Fonte Notícia Vip


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