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Mato Grosso

Barões do Agro de MT sonegam R$ 7,7 bilhões em 4 anos

Liminares seguram esquema em MT

Barões do Agro de MT sonegam R$ 7,7 bilhões em 4 anos
Foto: Ilustrativo

Dados divulgados pelo deputado estadual Carlos Avalone (PSDB), vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, apontam que no período entre 2015 e 2019 foram constatados mais de R$ 10,7 bilhões em sonegação de impostos, sendo que a maioria, veio do segmento do agronegócio. Representantes do setor agro soneraram R$ 7,7 bilhões, número 5 vezes maior que o valor de R$ 1,5 bilhão do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) arrecadado no setor no período analisado pelos integrantes da CPI. 

Esses detalhes foram divulgados durante a reunião extraordinária da CPI na manhã desta quinta-feira (29), na qual foram feitos diversos questionamentos ao secretário-adjunto da Receita Pública da Sefaz-MT, Fábio Fernandes Pimenta, ao superintendente de Fiscalização, José Carlos Bezerra Lima, e outros representantes da Secretaria Estadual de Fazenda que também participaram da sessão por videoconferência. Conforme o deputado Carlos Avalone, é preciso saber onde estão os "gargalos" para os membros da CPI definirem a melhor estratégia de autuação quanto à legilação que possa colocar fim a esse tipo de problema.

Nesse contexto, ele apresentou dados da própria Secretaria Estadual de Fazenda apontando que no período de  2015 e 2019 foram feitos pela Sefaz 1.118 autuações de contribuintes por sonegação de impostos constituindo um crédito de R$ 10,7 bilhões em todo o Estado. "No segmento do agronegócio, as notificações de autos de infrações responderam por 72% dos créditos tributários constituídos, o que representa R$ 7,7 bilhões. Esse valor de crédito é 5 vezes o valor do ICMS arrecadado pelo setor no período analisado, que é R$ 1,5 bilhão, mais ou menos. O número de contribuintes autuados no segmento do agronegócio também apresenta uma tendência crescente. Em 2015, foram 48 contribuintes, em 2017 passou para 205 e no ano de 2019 foram 355 contribuintes", disse o parlamentar explicando que se houvesse algum erro nos números, os representantes da Sefaz poderiam fazer a correção, o que não ocorreu em nenhum momento da reunião.

Carlos Avalone quis saber dos representantes da Sefaz se a sonegação no agronegócio decorre das exportações ou das vendas etaduais. Segundo o parlamentar, está sendo feito um trabalho forte na questão das exportações, junto com o Tribunal de Contas do Estado (TCE) que precisam entender melhor onde estão os "buracos". O deputado observou que as operações policiais deflagradas pela Delegacia Fazendária (Defaz), da Polícia Civil para combater sonegação de de impostos, como a Crédito Podre e Fake Paper são típicas de operações internas, ou seja, dentro do próprio Estado. 

Ele quis saber como a Sefaz indentifica os sonegadores e por quais motivos existem alguns sonegadores contumazes, ou seja, que já foram notificados várias vezes ao longo dos últimos anos por valores expressivos sonegados ao Estado. Lembrou que a Assembleia Legislativa já aprovou uma lei pra enquadrar os sonegadores reicidentes e quis saber de qual forma o Legislativo Estadual pode contribuir ainda mais para fechar os cerco aos devedores de milhões em impostos ao Estado. 

Os representantes da Sefaz explicaram que os valores de créditos tributários constituídos abrangem também todo o crédito tributário, que vai além do ICMS, incluindo multas, juros  sendo que boa parte das autuações foram das Operações Crédito Podre, Nota Fria, Fake Paper que aplicaram multas de valores altíssimos por envolver fraudes em operações de fabricação de crédito, operações internas que envolviam o recolhimento de ICMS. Por este motivo os valores de crédito tributários emitidos pela Sefaz são altos.

Quanto às exportações, de acordo com os representantes da Secretaria Estadual de Fazenda, desde 2018 o processamento ficou mais fácil e mais transparente para ser monitorado, porque ficam registrados eventos nas notas fiscais. O trabalho desde então tem sido concentrado no monitoramento constante, com notificação de contribuintes quando é detectada qualquer irregularidade para prestar informções ou fazer o recolhimento do imposto. 

LIMINARES

Outro ponto elencado pelos representantes da Sefaz são as liminares que alguns devedores contumazes conseguem na Justiça e continuam operando e emitindo notas, resultando em novas autuações por sonegação e não recolhimento de impostos. Nesse ponto, o deputado Carlos Avalone citou o caso de um contribuinte apontado num relatório da Sefaz enviado para a CPI da Sonegação que figura no segundo lugar do ranking. 

A CPI suspeita de uma conveniência do Judiciário. "Ele foi autuado em 2017 em R$ 234 milhões, em 2018 em R$ 187 milhões, em 2019 em R$ 11 milhões. É um absurdo né, o cara é contumaz, está claro e agora estou começando entender, vocês não dão o regime porque a impressão que dava era que o regime saía da Secretaria e ninguém entendia como a Secretaria dava o regime e depois vocês tentam derrubar o sonegador contumaz e não consegue. Mas tem casos que nem regime tem, ele consegue uma liminar na Justiça e começa trabalhar", criticou Avalone se propondo a buscar meios abrir o diálogo com o Estado e Tribunal de Justiça para ver o que pode ser feito em casos como esses. 

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Política

Editorial: Guarantã 45 Anos, União para Desenvolver

O MOMENTO É DE UNIÃO E RESPONSABILIDADE POR GUARANTÃ DO NORTE

Editorial: Guarantã 45 Anos, União para Desenvolver
Foto: Guarantã do Norte

Após a decisão da Justiça que manteve o prefeito Márcio Gonçalves à frente do Poder Executivo de Guarantã do Norte, cresce entre a população o sentimento de que este deve ser um momento de maturidade política, equilíbrio institucional e compromisso verdadeiro com os interesses coletivos do município.

A sociedade guarantaense espera que as disputas, os enfrentamentos excessivos e os movimentos motivados exclusivamente por interesses políticos ou busca por visibilidade deem lugar ao diálogo, ao respeito e à construção de soluções concretas para os desafios da cidade. O papel dos poderes constituídos e de todos os agentes públicos deve ser, acima de tudo, o de trabalhar em favor da população, propondo e executando políticas públicas que assegurem avanços na saúde, educação, assistência social, infraestrutura, transporte, esporte, cultura, lazer, habitação, segurança pública, meio ambiente e geração de empregos.

A população deseja resultados. Deseja ver esforços concentrados no desenvolvimento e no bem-estar das famílias guarantaenses. O momento exige serenidade, responsabilidade e capacidade de colocar Guarantã do Norte acima de interesses individuais ou partidários.

Os munícipes têm a convicção de que é hora de “baixar as armas”, fortalecer o respeito mútuo e reconstruir pontes em favor da coletividade. É tempo de união, solidariedade e compromisso com uma política voltada para entregas reais, planejamento e progresso. Mais do que alimentar discórdias e provocações, a sociedade espera atitudes que contribuam para a estabilidade administrativa e para a construção de um futuro mais promissor.

Ao longo de seus 45 anos de história, Guarantã do Norte consolidou-se como um importante polo de desenvolvimento regional. Pioneiros, empresários, trabalhadores, investidores e as novas gerações que aqui chegam acreditam no potencial da cidade e compartilham do desejo de uma sociedade mais justa, fraterna, igualitária e preparada para crescer com equilíbrio e oportunidades para todos.

Guarantã do Norte precisa retomar plenamente seu perfil desenvolvimentista, fortalecendo todos os setores da economia e da administração pública. O município tem potencial, força produtiva e uma população trabalhadora que acredita no progresso.

Mais do que nunca, este é o momento de união, responsabilidade e reconstrução de confiança. O futuro de Guarantã do Norte depende da capacidade de seus líderes e de sua população caminharem juntos em defesa do interesse coletivo e do desenvolvimento sustentável do município.

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Matupá

DEPOL recebe computadores do Conseg Matupaense

As ações desenvolvidas pelo Conseg reforçam o compromisso das instituições parceiras com a segurança, a modernização estrutural e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção da comunidade Matupaense.

DEPOL recebe computadores do Conseg Matupaense
Foto: Entrega de Computadores

O Conselho Comunitário de Segurança Pública de Matupá (Conseg) segue atuante no fortalecimento das ações voltadas à otimização administrativa e operacional das forças de segurança do município. Com apoio da Prefeitura Municipal, Câmara de Vereadores, Ministério Público Estadual e Poder Judiciário, diversas frentes de projetos vêm sendo executadas, contemplando reforma e ampliação predial, aquisição de viaturas, mobiliário e equipamentos, campanhas educativas de segurança no trânsito, além da ampliação do efetivo policial.

Nesta semana, o Presidente do Conseg, Carlos Águia, realizou a entrega de kits de computadores à Delegacia de Polícia Judiciária Civil de Matupá. A conquista foi viabilizada por meio de uma articulação junto ao então Secretário Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec.

Segundo Carlos Águia, os investimentos em tecnologia representam um importante avanço para o trabalho das forças de segurança. “A melhoria na informatização da delegacia garante mais agilidade nos atendimentos, nos registros de ocorrências e nos procedimentos investigativos. Isso reflete diretamente na qualidade dos serviços prestados à população e oferece melhores condições de trabalho aos profissionais da segurança pública”, destacou o Presidente do Conseg.

As ações desenvolvidas pelo Conseg reforçam o compromisso das instituições parceiras com a segurança, a modernização estrutural e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção da comunidade Matupaense.

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MINERAÇÃO

Coogavepe reforça uso de EPI na Mineração

A COOGAVEPE reforça que o uso adequado dos EPIs na mineração é indispensável para prevenir acidentes, minimizar riscos ocupacionais e garantir maior segurança nas atividades de extração mineral.

Coogavepe reforça uso de EPI na Mineração
Foto: Garimpeiros com EPI

A Cooperativa de Garimpeiros do Vale do Rio Peixoto vem intensificando as ações de orientação, conscientização e prevenção voltadas à Segurança no Trabalho nas frentes de lavra garimpeira da região do Vale do Peixoto. A iniciativa busca fortalecer a cultura de proteção à vida, promover melhores condições de trabalho e garantir o cumprimento das normas estabelecidas pela legislação mineral e trabalhista brasileira.

Gestores, empreendedores e cooperados têm recebido visitas técnicas, participado de treinamentos, palestras educativas e atividades práticas sobre a utilização correta dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), considerados fundamentais para a redução de acidentes e preservação da saúde dos trabalhadores garimpeiros.

Entre os principais equipamentos destacados pela cooperativa estão os cintos de segurança, óculos de proteção, protetores auriculares, botas de borracha, capacetes, coletes com sinalização refletiva, luvas, máscaras de proteção respiratória, vestimentas com proteção UV e até mesmo a implementação das gaiolas de segurança nas áreas operacionais dos garimpos.

A COOGAVEPE reforça que o uso adequado dos EPIs na mineração é indispensável para prevenir acidentes, minimizar riscos ocupacionais e garantir maior segurança nas atividades desenvolvidas diariamente nas áreas de extração mineral. Além de proteger os trabalhadores, a utilização correta dos equipamentos atende às exigências legais e demonstra responsabilidade social e compromisso com boas práticas de mineração.

A cooperativa também presta assistência técnica e consultoria aos cooperados em relação ao planejamento, organização e sinalização das frentes de trabalho, orientando os garimpeiros sobre medidas preventivas, adequações operacionais e demais ações benéficas à segurança no ambiente garimpeiro.

Segundo a Presidente da COOGAVEPE, Gilson Camboim, investir em prevenção é essencial para valorizar o trabalhador, evitar acidentes e construir uma atividade garimpeira cada vez mais segura, organizada e responsável em toda a região do Vale do Peixoto.

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